sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ladrão de Almas

Pegaremos a chave do tempo pra dizer:
Amargai-nos aflição divina,
Insegura e impetuosa sensação de ser,
segura minha mão e carregue minha sina.

Os senhores mais soberbos dirão:
Volte devagar e veja a escuridão.
Pense na burrice da questão
Suje-se com o medo do perdão.

Fica óbvio perceber nosso amor,
mas se tentarmos decifrar
ficaremos bêbado e loucos de pensar
ficaremos cegos e sem cor.

Se avistarmos outras vistas,
outras claves soantes pelo céu,
será preciso considerar nosso véu
que de noivos queremos na vida.

Beberrões, digam-nos o que viram?
Falem porque gritam!
Cantem para entendermos.
Pois tudo morre em seus termos:

És tão bonito, que choro.
És tão perfeito que amo.
És uma semelhança minha.
És tu imagem minha.

Por isso e nada mais,
lanço ao universo,
a praga no meu verso.
Ladrão, assim minha alma satisfaz

Te renego sentimento.
Não preciso de você.
Sou mais feliz com ela
E não temo por te ter.

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